Uma lesão grave no joelho acabou com a presença quase certa na Olimpíada e com a consagração de um dos pilares do setor defensivo do São Paulo. Para piorar, o deixou ‘esquecido’ em tratamento no Reffis. Seis meses depois e bem sucedido como empresário (ver box abaixo), o volante Wellington voltou a ser relacionado no Tricolor em busca de retomar o bom momento que tinha antes da lesão.
Na época da lesão, Wellington estava em boa fase. Era um dos xodós do então técnico Emerson Leão. Cumpria bem a função de primeiro volante e também conseguia chegar ao ataque (fez um belo gol contra o Oeste pelo Paulistão desta forma). Mas viu seu bom momento interrompido pelo estalo no joelho.
Agora, Wellington será relacionado pela primeira vez após a lesão e ficará no banco de reservas. E voltará justamente no clássico contra o arquirrival Corinthians, às 16h deste domingo, no estádio do Pacaembu, em duelo que terá acompanhamento lance a lance do Placar UOL Esporte.
Em entrevista ao UOL Esporte, Wellington admitiu que ainda precisará de mais etapas para retomar o futebol de antes. O volante ainda está aquém na parte física por ter ficado muito tempo fora, mas se colocou a disposição do técnico Ney Franco para atuar o tempo que for preciso e na posição que pedir.
“Venho treinando com o grupo há um mês e meio. Fiz um jogo treino na quarta de 60 minutos, onde pude trabalhar legal. Mas ainda falta um pouco para ser o Wellington que eu posso ser, e a comissão entende".
Durante o período que ficou fora, Wellington contou que recebeu apoio no Twitter dos torcedores do São Paulo, da sua família e dos jogadores, que o incentivavam no Reffis. “Quando estava machucado, todos os jogadores passavam para dar um abraço, alguns até mais ansiosos do que eu [pela sua volta]”.
O volante do São Paulo falou também sobre a aposta que fez com o meia Marcelo Cañete e o goleiro Rogério Ceni: quem voltasse primeiro a ser relacionado ganharia a camisa dos outros. Wellington ficou na segunda colocação e teve que dar um uniforme seu para o ídolo são-paulino.
“O patrão ganhou da gente, ganhou minha camisa, já dei a ele. Agora quem vai me dar a camisa é o Cañete, como ficou por último”, explicou. “Ele falou que ia guardar, pois foi uma disputa muito sofrida”.
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